Variação e Desvio em Estruturas Comparativas do Português

Autores

  • Telmo Móia Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa / Centro de Linguística da Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.26334/2183-9077/rapln1ano2016a25

Palavras-chave:

comparativas, clíticos, quantificação, variação, desvio

Resumo

Neste artigo, um grupo de construções comparativas relativamente anómalas encontradas em corpora de textos de jornais é estudado de uma perspetiva sintática e semântica. Estas construções ilustram o facto de as comparativas apresentarem um elevado grau de variação na variedade padrão do português europeu. Partindo da hipótese de que as comparativas são um tipo especial de orações relativas, e tendo em conta as propriedades gramaticais dos quantificadores (relevantes), dos clíticos e das expressões anafóricas, propõe-se uma explicação para o facto de algumas estruturas marginais serem mais frequentes - e mais bem aceites - do que outras. São consideradas duas grandes classes de construções comparativas: as que incluem elementos anafóricos explícitos (em três tipos de ambientes) e as que - sem dúvida de natureza não-sentencial - se referem diretamente a graus.

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Publicado

2016-10-01

Como Citar

Telmo Móia. (2016). Variação e Desvio em Estruturas Comparativas do Português. Revista Da Associação Portuguesa De Linguística, (1), 593–619. https://doi.org/10.26334/2183-9077/rapln1ano2016a25