Formas de tratamento nominais de parentesco em tétum – um contributo para o português de Timor-Leste
DOI:
https://doi.org/10.26334/2183-9077/rapln15ano2026a10Palavras-chave:
formas de tratamento em PE, formas de parentesco, língua tétum, português de Timor-Leste, PragmáticaResumo
Resumo
O presente estudo exploratório centra-se no uso das formas de parentesco pelos timorenses em tétum e na transferência dessas formas para o português por falantes timorenses. O trabalho teve como principal propósito descrever, no âmbito pragmático, o fenómeno da generalização das formas de tratamento de parentesco em tétum e no português usado pelos timorenses. Metodologicamente, foi utilizado um corpus escrito, cujas fontes são enunciados extraídos das redes sociais, nomeadamente da página do Facebook de alguns timorenses, bem como a aplicação de um questionário a timorenses que mantêm contacto frequente com o português. Para o tratamento dos dados, procedeu-se à análise das formas de parentesco em duas fases: a primeira centra-se nos resultados retirados das redes sociais em tétum e português e a segunda consiste na apresentação das respostas ao questionário em português. Os resultados demonstram que os timorenses tendem a tratar pessoas que não pertencem ao mesmo grupo familiar utilizando algumas formas de parentesco em tétum, como “avó”, “aman”, “maun boot”, “maun”, “tia” e “mana”, mesmo quando se trata de figuras proeminentes do país, tanto em tétum como em português. Essas formas são usadas para estabelecer, para além de uma relação simétrica, também uma relação assimétrica entre os participantes do discurso, preservando a face positiva dos interlocutores.
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